Ao vivodomingo, 05 de julho de 2026Notícias geek sem firula
Todos Somos Geek
Notícias

Raio-X financeiro do streaming gratuito Tela Brasil

Por Todos Somos Geek · · 2 min de leitura
Raio-X financeiro do streaming gratuito Tela Brasil
Divulgação/Filme de Papel)

Há um mês, o público brasileiro acompanhou a chegada de um novo serviço de streaming no mercado. O Tela Brasil se tornou a primeira plataforma 100% gratuita e exclusiva do país, estreando com um catálogo de mais de 500 obras disponíveis.

O projeto, lançado pelo Ministério da Cultura, superou 2,4 milhões de acessos nos primeiros três dias. Clássicos como “A Hora da Estrela”, “Deus e o Diabo na Terra do Sol” e “Carandiru” foram as obras mais assistidas.

Um mês depois, a plataforma se prepara para uma expansão tecnológica. Disponível apenas no navegador, o Tela Brasil ganhará aplicativos para Android e iOS, além de uma versão para Smart TVs.

O Tela Brasil faz parte de iniciativas do Governo Federal que buscam promover a democratização do acesso à cultura. Anteriormente, o Ministério da Educação (MEC) já havia lançado o MEC Livros, uma biblioteca digital com mais de 25 mil obras gratuitas.

O streaming conta com um catálogo exclusivo de produções brasileiras. A plataforma estreou com 555 títulos, incluindo 267 curtas-metragens, 139 longas-metragens, 85 médias-metragens ou telefilmes e 64 séries.

O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria do Audiovisual, detalhou os custos de criação do Tela Brasil. O investimento total foi de R$ 9.153.948,13.

Desse total, R$ 4.006.448,13 financiaram o desenvolvimento tecnológico e a infraestrutura da plataforma. Desses recursos, R$ 2.995.016,13 foram para a versão de navegador e os aplicativos para Android e iOS. Os demais R$ 1.011.432,00 estão sendo investidos na versão para Smart TVs.

O licenciamento das obras do catálogo custou R$ 4,37 milhões. Desse valor, R$ 570 mil foram destinados ao licenciamento de produções brasileiras indicadas pelo Brasil ao Oscar. Os contratos vigentes têm validade de 48 meses. Parte dos títulos já era de titularidade do Ministério da Cultura e não precisou ser licenciada.

O MinC também investiu R$ 747,5 mil em ferramentas de acessibilidade para a plataforma e para obras de titularidade do órgão. As produções licenciadas contaram com pacote de acessibilidade incluso no valor do licenciamento. Os R$ 30 mil restantes foram usados para a licença anual de execução de música junto ao ECAD.

Compartilhar: WhatsApp Facebook X