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Resenha: Overdone – A beleza que mata, de José Roberto

Por Todos Somos Geek · · 2 min de leitura
Resenha: Overdone – A beleza que mata, de José Roberto
Resenha: Overdone – A beleza que mata, de José Roberto

O médico cirurgião plástico e escritor José Roberto da Costa Pereira lançou o livro "Overdone: A beleza que mata". A obra retrata uma sociedade dominada pelo culto à beleza, onde o botox deixou de ser uma opção e se tornou um passo quase obrigatório na busca pelo corpo perfeito.

Na história, o leitor conhece Roberto Dias, um homem com conhecimento profundo da toxina botulínica. Ressentido pelas escolhas que fez e pela sociedade, ele decide que a melhor maneira de agir é destruir a humanidade usando aquilo que ela mais valoriza: a vaidade.

Roberto Dias é um personagem perturbado por traumas do passado. Com uma mente brilhante, ele se choca cada vez mais com os rumos da sociedade em relação à estética. Em um mundo onde todos buscam a perfeição, Roberto vê esse comportamento como um culto ao que não importa de fato.

Ele então traça um plano perigoso para transformar a beleza artificial em uma arma fatal. Usando a toxina botulínica, Roberto cria o maior atentado bioterrorista da história. Para isso, reúne um grupo de pessoas ao redor do mundo, todas ligadas à ciência e sem nada a perder, garantindo que a humanidade seja liquidada.

Roberto é um personagem dúbio. Ao mesmo tempo em que critica a sociedade pela busca excessiva por procedimentos estéticos, ele não deixa a própria vaidade de lado. Inteligente e articulado, ele também é machista, egocêntrico e ressentido pelas escolhas do passado, com motivações questionáveis. O motivo por trás de todo o plano é pouco trabalhado na narrativa. Roberto fala muito sobre curiosidades e expõe seus conhecimentos, e o atentado acaba ficando em segundo plano em alguns momentos.

Na primeira parte do livro, Roberto defende suas ideias com firmeza, mas ao longo da trama passa a questionar se está correto, embora se sinta poderoso a cada conquista.

"Overdone: A beleza que mata" não é uma leitura fácil. Roberto é muito inteligente e faz questão de demonstrar isso contando fatos que não agregam muito à história. Viajando por diversos destinos, ele insere curiosidades sobre os locais, mas essas descrições se estendem por muito tempo, tornando a jornada cansativa. A forma como descreve algumas personagens é extremamente machista. Entre os participantes do plano, a única pessoa que parece nervosa e faz com que ele se preocupe é uma mulher. O livro tem um final que deixa claro o futuro da operação, mas também abre espaço para uma continuação.

Outro lançamento literário

Também foi publicado recentemente o livro "O Último dos Copistas", que transita entre ficção e ensaio histórico. A obra aborda temas como a preservação do conhecimento e o papel dos copistas na história, oferecendo uma narrativa que mistura elementos reais e fictícios para explorar o passado.

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