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Paula Rodrigues: força feminina e desafios no mercado independente

Por Todos Somos Geek · · 3 min de leitura
Paula Rodrigues: força feminina e desafios no mercado independente
Paula Rodrigues: força feminina e desafios no mercado independente

A escritora Paula Rodrigues, autora da saga de romances "O Império Fürgson", concedeu entrevista exclusiva ao GeekPop News. Na conversa, ela falou sobre seu processo de produção literária e os desafios do mercado editorial independente. A autora também compartilhou detalhes de seu universo ficcional e analisou o cenário atual para escritores que buscam visibilidade e novos leitores. Paula divulga seu trabalho em seu perfil oficial no Instagram.

Paula Rodrigues se apresentou como escritora, atriz, cantora e publicitária. Mãe de uma menina de 3 anos, ela disse ser apaixonada pelo mundo geek e pop, crítica de cinema, fã de RPG e, principalmente, da Era Vitoriana e vampiros. "É o meu tipo de leitura favorito e me trouxe grandes inspirações", afirmou.

Sobre sua participação na FliMinas, Paula contou que foi sua segunda vez em uma feira literária como autora independente. Na primeira, levou apenas livros e marcadores. Desta vez, preparou uma experiência imersiva no universo do livro, com marcadores diferenciados. Ela destacou a troca com outros autores, com dicas sobre gráficas, editoras e formas de atrair o público. "O presencial é muito mais gratificante e gera mais conexão e empatia do que o online", disse.

Paula elogiou o apoio recebido do Plin, que, segundo ela, deu suporte e espaço aos autores independentes. Como sugestão para futuras edições, ela mencionou a necessidade de otimizar a circulação do público, já que o posicionamento de seu estande teve menor fluxo de pessoas. Ainda assim, conseguiu vender exemplares de "O Império Fürgson".

A inspiração para a saga veio de "Orgulho e Preconceito", de Jane Austen, e "Anna Karenina", de Leon Tolstói. A ideia central foi ter uma mulher no poder na Era Vitoriana, algo inimaginável para a época, mas dentro da realidade do período. Paula quis abordar problemas sociais, como a mulher no poder, o dinheiro mudando regras, ambições, sonhos reprimidos, máscaras sociais e homossexualidade. O título "Fürgson" foi escolhido por transmitir poder. "Ele tem um ar prepotente, dominador e misterioso", explicou.

A protagonista Claire, segundo a autora, não foi inspirada em uma pessoa específica, mas tem traços de Elizabeth (de "Orgulho e Preconceito") e Anna Karenina, além de um pouco dela mesma. Paula descreveu Claire como uma garota que ganhou sua própria vida, intensa, que ama com lealdade e fervor. "Ela é ingênua, mas ao mesmo tempo forte, ela precisa amadurecer, mas ainda é uma garota apaixonada pelas belezas do mundo", completou.

Paula revelou ter um outro livro, de drama e terror psicológico, escrito antes de "O Império Fürgson", mas que decidiu reformulá-lo para algo mais intenso e perturbador. Além disso, escreveu fan fics de X-Men, Piratas do Caribe e Quarteto Fantástico, que podem ser encontradas no link de sua bio no Instagram.

Sobre o mercado independente no Brasil, Paula afirmou gostar do apoio dado por plataformas e público, mas acredita que o país precisa avançar no cuidado com a leitura e na visibilidade das obras nacionais. "Falta esse cuidado com as obras nacionais. Acho que quando o Brasil entender que obras nacionais podem ser lucrativas para eles é que darão o devido valor", opinou. Ela citou a Bienal e o FliMinas como eventos positivos, mas disse que o espaço para autores independentes ainda é pequeno, embora veja o Plin como uma ajuda para conquistar mais visibilidade.

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